Memória se 
      A mais íntima  
      memória se  
      desdobra cega  
      e surda:  

      A presença tátil  
      de suas dobras  
      incrustadas  
      nas marcas linhas  
      das minhas mãos.  

      O gosto redondo  
      do seu corpo  
      na retina língua  
      do meu gesto  
      ou rosto.  

      E seu perfume  
      rio riso colorido  
      escorrendo  
      sobre o corpo  
      sopro e calor.  

      Memória se  
      deseja. O resto,  
      se ouça ou veja.  

 
 
 

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Frederico Barbosa
 
 
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