Densa paisagem:
sonho projetado
por olhos
sem margens, poro que pensa.
Desejos,
reflexos, nexos diversos
nos revelavam
em gestos calados.
Agora sim
nos víamos: capazes
de sim: de
surgir no sono do longe.
Cheios de
nós, cegos entrelaçados,
brotávamos
luz, em meio á cidade.
Hoje, continuamos,
dia a dia,
Raro cantar
de amor entre os escombros.
Margens sólidas
e escapes se cavam
na tragédia
impressa e apressada.
Em nosso
canto íntimo, cercados
de livros,
brancas sombras, recompensas,
vivos esforços,
às vezes um verso,
tramamos
nós ao vento, desatados.
Insistimos,
como poucos, tenazes,
no sim: de
fulgir no sono sem longe.
Cheios do
resto, sem certo traçado,
plantamos
planos de velhas idades.