Desexistir 
            Quando eu desisti
            de me matar
            já era tarde.

            Desexistir
            já era um hábito.

            Já disparara 
            a auto-bala:
            cobra cega se comendo 
            como quem cava
            a própria vala.

            Já me queimara.

            Pontes, estradas,
            memórias, cartas,
            toda saída dinamitada.

            Quando eu desisti 
            não tinha volta.

            Passara do ponto, 
            já não era mais 
            a hora exata.